SEGURANDO A ONDA. HISTÓRIA DE UM REGIME.

Halterofilista

Meu filho Pedro ligou. – E aí paizão, vamos almoçar? Respondi que iniciara um regime severo e que até me equilibrar na nova condição pretendia evitar contatos com locais onde a comida fosse farta. Por um instante a linha ficou muda e ai veio à frase: – Que chato, como você está? – Estou bem respondi, venho adiando esse momento há algum tempo e agora não tive escolha. Podemos nos ver mesmo assim, vamos tomar um café ou nos encontramos em algum outro lugar e conversamos. –Então tá, eu te ligo, foi a resposta. Enfim ele não apareceu, deve existir algum código social que impede os fazedores de regime de privarem da companhia das outras pessoas.
Não somos treinados para suportar a dor, não sabemos como agir em situações de privação ou stress. Discretamente viramos o rosto à dor e ao sofrimento e pouca coisa pode ser tão patética quanto um adulto saudável que se recusa a comer bem. Sigo em frente mesmo assim, comecei a notar em mim uma tendência em evitar as situações que envolvam outras pessoas e comida, além de ser isolado estou me isolando. Na verdade devo estar pagando meus pecados!
Tenho certeza que apesar dos inconvenientes da dieta a combinação de medicamentos que tomo HCG, Victosa e mais outros remédios, todos monitorados constantemente por um médico da área, um cardiologista e um nutrólogo me permitem conforto suficiente para arriscar algumas aventuras.
Inicialmente gastei meu tempo livre adaptando receitas básicas ao leque limitado dos alimentos permitidos no regime. Cozinhar praticamente sem gordura trás desafios até no tipo de panela a utilizar sem que o filé de peixe se desfaça em mil pedaços ou a omelete de claras fofas e lindas virar um deprimente ovo mexido sem gema. Já consegui certo sucesso na área e me recuso a comer tudo cozido, sem cor e quase sem gosto.
O próximo passo será pesquisar restaurantes onde eu possa comer de modo descente sem sair muito do regime. A ideia será sempre diminuir o isolamento social sem abrir mão das limitações do momento. Tenho uma terceira meta que é o estudo dos hábitos alimentares na mídia, meta ambiciosa e que tentarei tratar com algum cuidado. Desnecessário informar que vivemos em um mundo focado na comida, principalmente naquela de baixa qualidade e que a situação atual é no mínimo alarmante.
Um terço da população mundial está acima do peso, o Brasil é o quinto no ranking de maior população com esse tipo de distúrbio e a situação parece estar piorando, veja os links:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/quase-um-terco-da-populacao-mundial-esta-obesa-ou-acima-do-peso
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2014/01/1392816-obesidade-quadruplica-em-paises-em-desenvolvimento-diz-relatorio.shtml
Parece que caminhamos para uma epidemia tão grave quanto a de nossas piores doenças infecciosas, grandes problemas sem respostas. No momento, porém minha preocupação é minimizar os efeitos imediatos de minhas escolhas alimentares sobre a minha vida social e a minha sanidade.

#retrogosto#emagrecer#perderpeso#regime

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