Arquivo do mês: outubro 2011

PATISSERIE MARA MELLO.

Postado por: José De Mauro.

A Paty grávida e eu de regime, fazer bolos e doces ficou complicado, em algumas raras ocasiões porém precisamos de um menu completo, para as visitas, e isso inclui as sobremesas. Não sou adepto de sair e comprar o primeiro bolo ou torta que aparece, deprecia o final da refeição – o doce errado faz cair o nível bem no momento em que todos estão prestes a agradecer aos céus pela vida que estão levando. Gosto de terminar mantendo o nível da refeição, principalmente quando tenho um vinho de sobremesa adequado.

A Paty já conhecia a Mara Mello de alguma pesquisa na Internet e decidimos fazer uma visita a loja. Acabamos comprando lá os bolinhos da sobremesa. A ideia era trazer todos de chocolate pois os demais pratos e os vinhos eram fortes e pouca coisa manteria o nível, isso limitou um pouco as opções mas em nada diminuiu nossa meta, visual criativo, sabor e qualidade. De quebra a Paty cedeu a tentação e carregou também um caixa de macarons – sabores variados.

A loja tem manobrista que atende duas outras lojas ao lado, caso necessário estacione na loja de colchões em frente e quando ele aparecer entregue a chave, a loja possui uma quantidade limitada de doces, é bom escolher os doces no site e ligar antes para saber da disponibilidade.

Endereço            Alameda Gabriel Monteiro da Silva,1308

Telefone             (11) 3081-5229/ 3062-2028

Site                        http://www.maramello.com.br/

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RAGÚ DE RABADA.

O ragú de rabada é um prato demorado. Consegue levar mais tempo de preparo e necessita de mais trabalho do que o ragú siciliano que já está entre os molhos mais demorados que preparamos para uma massa. A receita original é da Paty e a execução desta vez foi para o jantar no meu último aniversário, sem festa mas com ótima comida. Um dos ingredientes, o molho de tomate tem receita neste blog.

Não é possível também ser feito em pequena quantidade, devido os longos tempos de cozimento se tentarmos a confecção de pequenas quantidades ele vai pegar no fundo da panela e dificultar demais sua realização. Panelas grandes e paciência são as ferramentas indispensáveis para este prato.

Ingredientes para 12 porções:

3 quilos de rabada

3 limões – somente o suco

Azeite o quanto baste

4 xícaras de cebola bem picada

½ cabeça de alho descascado e bem picado

1 terço de cada de pimentões verde/ amarelo/ vermelho bem picado

1 amarrado de temperos – louro/ alecrim/ tomilho/ alho-porro/ salsinha

4 tomates inteiros bem picados

1 garrafa de vinho tinto

1 litro de molho de tomate

Sal a gosto

Modo de fazer:

Coloque a rabada em uma panela e regue com o suco de limão, deixe descansar por 1 hora. Após esse tempo cubra a rabada com água deixando bem submersa, leve ao fogo alto e deixe ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por ½ hora. Desligue o fogo e deixe descansar tampado por pelo menos 6 horas.

Após o descanso retire com cuidado a rabada e descarte a água de cozimento e a gordura que nela flutua. Lave bem os pedaços da rabada e retire eventuais nacos de gordura que existirem, seque os pedaços bem.

Em uma frigideira antiaderente doure os pedaços de rabada até que fiquem com uma cor dourada amarronzada uniforme, deixe descansar sobre papel absorvente para retirar qualquer vestígio de gordura.

Em uma panela grande aqueça um pouco de azeite e refogue a cebola e o alho sem deixar queimar, junte então a rabada, os tomates, o amarrado, o vinho e ½ litro de água, salgue e cozinhe até a carne soltar do osso. Nessa fase a panela de pressão pode encurtar o tempo, na pressão demora cerca de 1 ½ hora, o problema é o tamanho da panela ou usar 2 panelas menores.

Quando der ponto apague o fogo e deixe descansar por cerca de 3 a 4 horas.

Após o descanso abra a panela e retire a gordura que se acumulou na superfície do caldo, retire então os pedaços de rabada, separe o osso da carne e descarte-os, desfie grosseiramente os pedaços maiores da carne. Aproveite e retire o amarrado de temperos.

Volte a carne da rabada para a panela junto com o molho do cozimento, adicione o molho de tomate, acerte o sal e cozinhe por mais 2 ou 3 horas – adicione um pouco de água se necessário.

O resultado é um molho denso, de sabor forte e único que agradece ser acompanhado por um bom vinho. Como nem sempre conseguimos público para o tamanho da receita ela pode ser congelada por até 30 dias, se você apurar bem o molho ele fica ótimo sobre uma fatia grossa de pão italiano.

DUE CUOCHI COCINA.

Postado por: José De Mauro.

Sempre que tento ir ao Due Cuochi meus horários não batem com os dele, está sempre cheio ou fica impossível reservar para o horário, coisas de casa lotada mas que acabam desanimando na hora de escolher um restaurante. Estive lá duas vezes, sempre convidado por algum amigo que é cliente, o conjunto agradou mas sempre houve a barreira do restaurante cheio.

Na última semana marquei de encontrar a Patrícia no Shopping Cidade Jardim para almoçarmos e grata surpresa não havia espera no Due Cuochi. Fomos ao sacrifício.

Devido a problemas de saúde estou, por um pequeno espaço de tempo proibido de consumir carboidratos, massas, bebidas, doces e guloseimas em geral e os posts atuais refletem essas limitações.

A Patrícia iniciou com um drink de espumante e morango, eu fui só de água com gás, entrada muçarela de búfala acompanhada de uma cesta de pães, para mim só a muçarela. Este petisco faz parte do cardápio do bar mas é servido nas mesas.

Pratos principais: Fettuccine com ragú de pato e cogumelos frescos para a Paty e Bisteca Angus a Fiorentina para mim, um enorme pedaço de carne de 600 gramas coberto de crisp de ervas frescas e acompanhado de uma deliciosa salada, ambos excelentes.

Sem sobremesa pois a Paty ajuda no que pode para meu regime ter sucesso.

Café Nespresso para finalizar.

O atendimento é eficiente e a brigada conhece o menu, as explicações pedidas foram todas bem respondidas. Acesso facilitado pelo elevador panorâmico do shopping que está em obras no andar do restaurante.

Endereço            Shopping Cidade Jardim 3º piso

Telefone             (11) 3758 2731

Site                        http://www.duecuochi.com.br/site/

VINHOS ENVELHECIDOS.

Postado por: josé De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

Sou como um vinho, quanto mais velho melhor… Esta frase, quase um ditado popular não passa sequer perto da verdade. Na prática pouquíssimos vinhos melhoram com a idade. A maioria envelhece rápido e desmorona em forma de um líquido de sabor e odor lamentáveis. De modo geral para que um vinho envelheça bem ele deve ser potente em sua juventude, ter uma boa dose de taninos e condições de armazenagem perfeitas, ou quase. Variação de temperatura, vibrações e movimentação no transporte exposição a luz solar são os principais incômodos que podem fragilizar um vinho e impedir seu envelhecimento. Poucos sobrevivem – muito poucos mesmo – de modo geral e nas condições do Brasil um vinho com 10 anos de idade íntegro é um milagre, somos um país tropical, quente – o que não é bom para o vinho – e nossa arquitetura não leva o precioso líquido em consideração o que dificulta as condições ideais de armazenagem. Por maior que seja nosso esforço os vinhos declinarão mais rapidamente e, talvez nunca atinjam o ápice que desejamos.

Outra dificuldade é que vinho envelhecido não parece nem um pouco com vinho novo. Se você pretende achar frutados e florais em um vinho envelhecido a decepção será grande, vinhos envelhecidos tem couro, madeira, terra, petróleo, frutas secas… As sensações são totalmente diferentes do frescor e alegria dos vinhos jovens e podem não agradar a quem não apurou seu paladar. São vinhos sólidos, não servem para refrescar.

São também vinhos caros, e que não devem ser consumidos sem a devida cerimonia, posso tomar um Chianti com um bom prato de macarrão mas para um Brunello Riserva preciso de uma pasta e um molho especiais. E finalmente – nada garante que esses vinhos sejam melhores dos que os vinhos jovens, são mais difíceis de fazer, raros e caros mas não se adequam a todos os paladares, aceitamos a tradição e isso nos basta.

ZINO PLATINUM SCEPTER SERIES – CHUBBY.

Postado por: José De Mauro.

Este texto é sobre charutos, portanto se você não tem 18 anos, por favor, deixe de ler. É proibido por lei.

Sei que o fumo causa problemas de saúde. Fumar charuto é uma decisão pessoal minha e leva em conta os riscos advindos dessa decisão. Milhares de pessoas morrem no trânsito, mas não se proíbem os carros.

Este charuto entra na minha lista de preferidos. É um figurado fechado – Perfecto – de 125,4 milímetros de comprimento por 21,4 de diâmetro, 4 15/16” X 54 – conforme o site do fabricante. Construído na Republica Dominicana tem capa equatoriana, miolo dominicano/ peruano e capote Connecticut, bem construído excelente regularidade e uma cinza clara consistente.

Força de média para fraca é muito saboroso, combinação rara nos charutos dominicanos puros, um Nota 4 em 5 possíveis mas que parece mais, pelo menos para o meu paladar.

AZEITE EXTRA VIRGEM MADE IN BRASIL.

Postado por: José De Mauro.

Encontrei na Casa Santa Luzia – o primeiro azeite extra virgem produzido no Brasil. Chama-se Olivas do Sul, acidez máxima de 0,3%, resultado de uma primeira extração a frio a partir de azeitonas da variedade arbequina, não é filtrado.

Cor dourada, líquido límpido com aroma e sabor herbáceo, no livro Azeites – História, Produtores, Receitas escrito por Luciano Percussi indica o cheiro de grama como o mais provável para este azeite, embora prefira o termo verde, um misto de folhas com um leve toque adocicado.

Produzido no Rio Grande do Sul, município de Cachoeira do Sul pela Olivas do Sul Agroindústria.

Provei com uma baguete bem assada e aproveitei para temperar uma burrata que serviu de almoço. Uma excelente alternativa que espero tenha vida longa, gostei do sabor e da qualidade.

FEIJOADA DO BADARÓ.

Postado por: José De Mauro.

O Badaró serve uma cozinha de tradição paulista, alguns pratos fogem do conceito mas boa parte deles tem as raízes na culinária popular. O Virado a Paulista é exemplo disso, comida de boteco, quase um PF servido em São Paulo as segundas lá é destaque. A feijoada, costumo aparecer no restaurante do Morumbi, toda a quarta e sábado é ótima para quando juntamos pessoas com pequenas manias, tal como a que não come pé e orelha de porco, ou a que só gosta – ou detesta – de carne seca, a que gosta de feijoada light – desculpem se é para ser leve prefiro salada, mas…

É que no Badaró a feijoada vem em panelões de barro esmaltado, uma para o feijão e outras, cada uma com um tipo de carne, com os “pertences” da feijoada. Na mesma mesa uma quantidade grande de acompanhamentos, linguicinhas, couve, arroz, farofa carne de porco e por ai vai.

Na porta do restaurante a recepção com caldinho de feijão, torresmo, batidas e cachaças para degustação. Sobremesas não incluídas. Pode deixar seu carro no manobrista vip do shopping mas não esqueça de pedir o selo que isenta o pagamento do primeiro período.

Endereço            Shopping Morumbi e Shopping D&D

Site                        http://www.restaurantebadaro.com.br/default.htm