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FEIJOADA DO BADARÓ.

Postado por: José De Mauro.

O Badaró serve uma cozinha de tradição paulista, alguns pratos fogem do conceito mas boa parte deles tem as raízes na culinária popular. O Virado a Paulista é exemplo disso, comida de boteco, quase um PF servido em São Paulo as segundas lá é destaque. A feijoada, costumo aparecer no restaurante do Morumbi, toda a quarta e sábado é ótima para quando juntamos pessoas com pequenas manias, tal como a que não come pé e orelha de porco, ou a que só gosta – ou detesta – de carne seca, a que gosta de feijoada light – desculpem se é para ser leve prefiro salada, mas…

É que no Badaró a feijoada vem em panelões de barro esmaltado, uma para o feijão e outras, cada uma com um tipo de carne, com os “pertences” da feijoada. Na mesma mesa uma quantidade grande de acompanhamentos, linguicinhas, couve, arroz, farofa carne de porco e por ai vai.

Na porta do restaurante a recepção com caldinho de feijão, torresmo, batidas e cachaças para degustação. Sobremesas não incluídas. Pode deixar seu carro no manobrista vip do shopping mas não esqueça de pedir o selo que isenta o pagamento do primeiro período.

Endereço            Shopping Morumbi e Shopping D&D

Site                        http://www.restaurantebadaro.com.br/default.htm

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TRILHA FRITA (PEIXE).

Postado por: José De Mauro.
A procura por receitas é um mistério, no Retrogosto o post mais acessado, e o que aparecesse como mais procurado no motor de busca é a sardinha frita, já passou de 2000 acessos diretos ao post. A partir daí fomos atrás de outros peixinhos que pudessem ser fritos com um bom resultado. O segredo, na verdade muito simples é usar a farinha de mandioca fina e crua, também conhecida como farinha de mesa, para empanar os peixes momentos antes de frita-los.
A trilha é um pequeno peixe rosa-alaranjado, que costuma ser encontrado próximo aos cardumes de camarão, reza a tradição que seu nome – Trilha vem do fato de que seguindo esses peixes os pescadores chegam aos camarões. Sua carne é delicada e macia, tem um sabor delicado diferente do sabor da sardinha, fresca lembra o gosto do camarão, que deve representar a base da sua alimentação.
Ingredientes para 2 porções:
6 a 8 peixes – cerca de 250 a 300 gramas por pessoa depois de limpos, sem a cabeça, a espinha central e as barbatanas.
1 dente de alho
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
Farinha de mandioca fina e crua para empanar
Óleo para fritar
Limão cortado em rodelas para acompanhar
Molho de pimenta para acompanhar
Modo de fazer:
Limpe os peixes, com uma faca afiada separe a cabeça e descarte, abra-os ao meio de modo a permitir a retirada da espinha central, com uma tesoura corte as duas barbatanas dorsais e retire as laterais próximas a cabeça, elas são duras e podem atrapalhar na hora de comer; lave bem e escorra.
Amasse o dente de alho, salgue os peixes a gosto, passe o alho amassado pelo lado interno e tempere com a pimenta do reino. Deixe descansar coberto, na geladeira, por cerca de 15 minutos.
Em uma frigideira adequada aqueça o óleo em fogo de médio para alto, enquanto isso empane os peixes na farinha de mandioca e frite-os em seguida até que adquiram uma tonalidade dourada, puxando para o marrom.
No ponto certo a pele dos peixes ainda preservará a cor avermelhada característica. Deixe escorrer sobre papel toalha e sirva ainda quente acompanhado do limão e do molho de pimenta, outra boa opção é polvilha-los com folhas de coentro bem picadas.
Cuide do fogo para não queimar os peixes, cada vez que colocar ou virar aumente o fogo, reduzindo assim que o impacto da temperatura menor dos peixes for absorvido pelo óleo. Prefiro utilizar duas espátulas para manusear os peixes, o uso de pinça aumenta a possibilidade de quebra-los enquanto estão moles, no início da fritura.
Creio que esta receita serve para todos os peixes pequenos e para fritar peixes maiores em postas com a pele.

XOPOTÓ – VISITA DE 19/ 08/ 2011.

Postado por: José De Mauro.

Em Minas as coisas são diferentes! Mais calmas, maiores, tradicionais… Um restaurante mineiro, mesmo em São Paulo, tem que manter a tradição. Assim é o Xopotó, a começar pelo endereço, fica a duas quadras das Avenidas Santo Amaro e Hélio Pelegrino mas parece uma casinha de interior em uma calma cidade de Minas, se estiver sol, e houver vaga, sente nas mesas do fundão, no quintal e diga se não é verdade.

Pratos grandes, a porção executiva acomoda uma pessoa com folga, a porção normal serve duas e sobra, difícil acabar com ela. Torresmo de primeira, feijoada todo dia, uma centena de cachaças, cervejas e caipirinhas variadas. Algumas coisas lá não tem: vinhos e bebidas diferentes, pratos de nomes complicados contrários a simplicidade mineira.

No espírito do lugar um dos donos, o Ben-Hur, é esse o nome mesmo, e o gerente – Cícero estão sempre por lá, para sugerir, explicar ou contar um causo, fazem parte do cenário.

Sou fã do prato “Os Tropeiros”, da Feijoada e da porção de torresmo, cerveja Serramalte e Original geladas e se der coragem uma caipirinha. Para terminar, sobremesa de doce de leite – vou fazer um post só dele, com queijo Minas. Se der eu volto para trabalhar depois do almoço, senão vou ficando numa das mesas do fundão até mais tarde e de lá táxi para casa. Ao lado o Cardápio Executivo do almoço durante a semana, clique sobre ele para aumentar, assim como em todas as fotos pequenas que estamos publicando atualmente.

Endereço            Rua Fadlo Haidar, 136 – São Paulo – SP

Telefone             (11) 3849 1267

Site                        www.xopotorestaurante.com.br

DOBRADINHA COM FEIJÃO BRANCO RECEITA DA MAMÃE – DONA VERA

Por: Patrícia Silva De Mauro

Este é um prato que tem muita personalidade, ou amem ou odeiem, faz parte das receitas da minha mãe, dona Vera, só como a que ela faz, tenho receio de comer em outros lugares. Estou no primeiro trimestre de gestação, e como todos devem saber os enjoos nesta fase são diários o que faz até perder a vontade de comer para não passar mal, mas o que percebi até agora é que, quando estamos com vontade de comer alguma coisa o enjoo desaparece e podemos comer o quanto queremos, e a vontade louca que me deu foi desta dobradinha, mesmo assim fiquei com muito medo de fazer, pois o cheiro de refogando um cebola me embrulha,  até que um dia, liguei e pedi a receita, comprei os ingredientes e enfiei as caras para fazer. Detalhe:  Não senti enjoo com a cebola refogando.

Dicas importante:

Depois de limpar a dobradinha, esfregue e esprema um limão na dobradinha. Escalde a dobradinha no mínimo 4 vezes, intercalando a água do escaldado com uma colher do sumo de limão e outra não. tudo isso é para diminuir o cheiro enjoativo que a dobradinha possui, vamos a receita:

Ingredientes para 4 porções:

1 cebola grande picada

2 dentes de alho grande picado

1 linguiça paio escaldada picada

100 gramas de feijão branco

1 cenoura picadinha

500 gramas de dobradinha picada

300 ml de molho de tomate

1 pitada de açafrão em pó

2 folhas de louro

Sal a gosto

Pimenta a gosto

Salsa a gosto, apenas no final do cozimento

Modo de preparo:

Na panela de pressão coloque, a cebola e o alho deixe refogar, coloque a dobradinha e deixe dourar bem,acrescente na seguinte ordem: o açafrão, feijão branco, paio, cenoura, louro e  misture a cada ingrediente adicionado, por último o molho de tomate. Deixe levantar fervura por um minutinho e cubra com dois dedos acima dos ingredientes com água. Deixe na pressão em fogo baixo por 25 minutos, abra a panela e misture a salsa. Pronto é só servir.

Minha mãe costuma incluir batata, eu até cortei 1 batata média, mas não achei necessário, caso queira, coloque um pouco mais de água e deixe cozinhar por volta de 18 minutos na pressão, retire a pressão e junte a batata deixando em fogo baixo até o cozimento da batata.

MOQUECA DE CAMARÃO.

Postado por: José De Mauro.

Fazer uma moqueca de camarão parece uma coisa difícil. Na verdade a moqueca é apenas trabalhosa e, se bem feita além de deliciosa acaba sendo simples de executar.

Dividi a confecção em 3 fases, a primeira é a preparação, a segunda o molho da moqueca e finalmente a terceira que é a finalização da moqueca em si. Vamos à receita.

Ingredientes para 4 porções:

Molho:

5 tomates grandes e carnudos

2 cebolas médias

3 dentes de alho grandes

2 pimentas malaguetas, as vermelhas pequenas

½ maço de coentros

1/3 xícara de chá de azeite de dendê

½ xícara de chá de azeite de oliva

½ limão siciliano

1 xícara de água

Sal a gosto

Finalização:

600 gramas de camarões descascados

1 xícara de leite de coco

Suco de 1 limão

Modo de fazer:

Preparação:

Retire a pele dos tomates, caso necessite consulte o post a respeito neste blog, corte os tomates em tiras, reserve. Descasque e corte as cebolas em cubinhos, descasque e corte os dentes de alho em fatias, reserve. Limpe as pimentas vermelhas, retire as sementes e pique miúdo. Lave o coentro, separe as folhas descartando os talos, pique-as miúdo e reserve.

Aproveite e limpe os camarões retirando restos de casca, patas e as tripas escuras das costas, esprema o suco do ½ limão sobre eles e guarde protegido, na geladeira, até a hora do uso. Esprema o limão e guarde também na geladeira.

Molho da moqueca:

Em uma panela alta aqueça o azeite de oliva e refogue a cebola e o alho até começar a dourar, adicione o azeite de dendê e misture, deixe aquecer e despeje os tomates mexa novamente e deixe levantar fervura. Cozinhe por 5 a 10 minutos, adicione as pimentas e o coentro, acerte o sal e despeje a água – cozinhe até amolecer o tomate.

Neste ponto você pode interromper a confecção da moqueca e retomá-la mais tarde – o restante da receita demora cerca de 30 minutos. Você pode também utilizar este molho básico para outras moquecas substituindo os camarões por algum peixe, por exemplo – é possível fazer moqueca com outros ingredientes, caju verde e palmito são os mais diferentes.

Finalização:

Caso tenha feito o molho antes volte a panela ao fogo, e aqueça, em fogo médio, escorra bem e despeje então os camarões, em seguida o leite de coco, cozinhe até o camarão dar o ponto, cuidado para que não fique borrachudo, cuide também para que a moqueca não ferva, adicione o suco de limão, mexa com cuidado e prove o sal, sirva em seguida.

A moqueca é servida normalmente com arroz branco e farofa de dendê.

BAR DA DONA ONÇA – DATA DA VISITA 04/ 06/ 2011.

Postado por: Patricia De Mauro.

A curiosidade começou quando fui ao Rio e o Mauro foi conhecer o bar, para ser sincera, quem daqui de Sampa nunca teve vontade de passar uma tarde no edifício Copan? Pois é…eu tinha esta louca vontade também, para o feito: um maravilhoso bar no térreo, um charme a arquitetura, bom gosto, gastronomia descomplicada e brasileiríssima, tudo reunido num mesmo lugar: BAR DA DONA ONÇA da Chef Janaína Rueda!

Sábado 14H00 casa cheia, mas para entramos com pé direito, um casal que estava na mesa 1 tinha acabado de pagar e estavam de saída quando chegamos, bem…que maravilha, o pior já tinha passado, ouvia falar que a casa era sempre cheia e com fila de espera, principalmente no sábado que é quando servem a feijoada tradicional com toque criativo da Chef.

Quando você olha o cardápio, parece que cai um parafuso da sua cabeça, tantas coisas que parecem ser gostosas que você quer pedir tudo, mas muita calma nessa hora. Tomamos a principal decisão: Ficar só nos petiscos de bar.

Começamos com a famosa: Mini rabada…sem gordura e com muito sabor, acompanhada de um pão fatiado.

Em seguida o meu favorito: Mexilhão. Nossa, o que é isto? Simplesmente perfeito, eu achei que o mexilhão do Arthurito com champagne era tudo, mas o que é este? A Chef e sua equipe brincaram de fazer comidinha e simplesmente nos pegou no tapetão, sinceramente eu não tinha a mínima ideia que ao definir o restaurante que iríamos estava prestes a conhecer o prato que mais mais me surpreendeu em toda a minha vida, achei que fosse bom, afinal, eu pedi, mas não com a elegância e alto padrão no sabor, como aconteceu. Obrigada Janaína pela experiência. Perfeição dos mexilhões.

Depois: Lombinho de porco a milanesa com compota de maçã. Que delícia, tanto a compota, quanto a maionese de alho no lombinho fizeram uma combinação simples e perfeita.

 

Para encerrar: Fígado de boi em iscas com molho muito especial e chips de jiló – Um detalhe: Não suporto jiló, mas este é especial, parece abobrinha empanada, muito bom.

O Mauro vai falar do vinho que escolhemos para acompanhar esta viagem de sabores:

O vinho escolhido foi o Sedara 2007, um tinto feito da uva Nero d’Avola, IGT siciliano elaborado pela Donnafugata. Escolhi este vinho primeiro por se tratar de um vinho siciliano, a Paty e eu estamos nos preparando para fazer um almoço siciliano para minha família e conhecer os vinhos da região faz parte do processo e por se tratar de um vinho equilibrado nos aromas e sabores o que agrada a Paty, que gosta mais de vinhos brancos e de características menos intensas. O vinho é bem equilibrado, sabor frutado de frutas vermelhas com alguma especiaria, macio desce fácil e se sustenta mesmo sem a companhia da comida embora melhore muito com ela. Único senão: o preço, na Word Wine a garrafa custa R$ 56,00 e no restaurante R$ 122,00. Por esse motivo passei durante o almoço do vinho para a cerveja, não compensava pedir uma segunda garrafa.

Das sobremesas o que mais me chamou a atenção foi o cheesecake de catupiry brulee com calda quente de goiabada cascão, esta eu vou recomendar, mas não vou escrever se gostei, apenas vou mostrar as imagens e vocês tirem suas conclusões.

Simples e perfeito. Permita-se!

Post anterior: https://retrogosto.wordpress.com/2011/04/04/bar-da-dona-onca-%E2%80%93-data-da-visita-26-032011/

SUGESTÃO PARA ALMOÇO DO DIA DAS MÃES.

Postado por: Patrícia De Mauro.

Minha sugestão é o restaurante da Ana Luíza Trajano, Brasil a gosto, a chefe fez um cardápio muito especial para esta data tão importante, fomos hoje para almoçar com tranquilidade, já que a ideia seria não ir amanha, porque todos os restaurantes de São Paulo estarão lotados, com aquelas filas absurdas.

A Ana a cada 3 meses coloca um cardápio regional, este mês o Cardápio é Paulista, já provei e está muito bom, porém para os dias das Mães, ela selecionou os que fizeram mais sucesso no Menu Regional.

O que eu comi?

Entrada: Culinária da Costa (Lagostim cozido com salada de feijão verde e vinagrete de coco verde). Simples e divino. R$: 46,00 – Dividi com o Mauro.

Prato Principal: Culinária do Recôncavo ( Pescada cambucu com vatapá e miniacarajé) .  Rico em Sabor. R$ 75,00.

Prato Principal ( Mauro) : Culinária Amazônica (pirarucu com farofa de pupunha e redução de tucupi). O Prato do Dia, quase pedi ao Mauro trocar comigo, mas deixei para amanha, voltaremos lá e este será o meu pedido. A farofinha é surpreendente. R$: 75,00.

Sobremesa: Culinária do Brasil Meridional: Cuca com ambrosia e calda de bergamota. Deliciosa. R$: 20,00. O Mauro pediu a sobremesa do Cardápio Tradicional da casa.

Além desses que pedimos, tem mais uma opção para prato principal – Culinária Caipira: Pintado com creme de feijão jalo e molho de amendoim. R$ 68,00

A ideia inicial de ir ao restaurante almoçar hoje, seria por causa do grande movimento de amanhã, mas o Gil metre do restaurante nos disse que depois das 15H00 fica tranquilo, então marcamos com a nossa família para levar a sogrinha dona Lucília, que conhece e gosta do lugar. Fica a dica!

Amanhã vou pedir o prato principal que o Mauro pediu hoje, com a minha sogrinha maravilhosa Dona Lucília.

A Ana fez um apanhado dos melhores pratos de cada região que ela já trabalhou antes,me surpreendi com os pratos do menu, muito bom.