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VINHOS ENVELHECIDOS.

Postado por: josé De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

Sou como um vinho, quanto mais velho melhor… Esta frase, quase um ditado popular não passa sequer perto da verdade. Na prática pouquíssimos vinhos melhoram com a idade. A maioria envelhece rápido e desmorona em forma de um líquido de sabor e odor lamentáveis. De modo geral para que um vinho envelheça bem ele deve ser potente em sua juventude, ter uma boa dose de taninos e condições de armazenagem perfeitas, ou quase. Variação de temperatura, vibrações e movimentação no transporte exposição a luz solar são os principais incômodos que podem fragilizar um vinho e impedir seu envelhecimento. Poucos sobrevivem – muito poucos mesmo – de modo geral e nas condições do Brasil um vinho com 10 anos de idade íntegro é um milagre, somos um país tropical, quente – o que não é bom para o vinho – e nossa arquitetura não leva o precioso líquido em consideração o que dificulta as condições ideais de armazenagem. Por maior que seja nosso esforço os vinhos declinarão mais rapidamente e, talvez nunca atinjam o ápice que desejamos.

Outra dificuldade é que vinho envelhecido não parece nem um pouco com vinho novo. Se você pretende achar frutados e florais em um vinho envelhecido a decepção será grande, vinhos envelhecidos tem couro, madeira, terra, petróleo, frutas secas… As sensações são totalmente diferentes do frescor e alegria dos vinhos jovens e podem não agradar a quem não apurou seu paladar. São vinhos sólidos, não servem para refrescar.

São também vinhos caros, e que não devem ser consumidos sem a devida cerimonia, posso tomar um Chianti com um bom prato de macarrão mas para um Brunello Riserva preciso de uma pasta e um molho especiais. E finalmente – nada garante que esses vinhos sejam melhores dos que os vinhos jovens, são mais difíceis de fazer, raros e caros mas não se adequam a todos os paladares, aceitamos a tradição e isso nos basta.

CHIANTI COLLI SENESI – CASPAGNOLO – VILLA POGGIO SALVI 2009.

Postado por: José De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

Colli Senesi é uma das 7 zonas que compõe a região oficial do vinho Chianti, italiano DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) a categoria superior para os vinhos produzidos no país. A Villa Poggio Salvi é propriedade da família Biondi Santi – produtores em Montalcino dos vinhos Brunelo, bastante tradicionais e confiáveis.

O Caspagnolo 2009 é elaborado a partir de uvas produzidas por videiras com 10 a 20 anos de idade, passando pela maceração e fermentação em tanques de aço inox com temperatura controlada por quase 12 dias.

Um vinho com alta acidez e taninos presentes, ainda fechado sai-se muito bem na companhia de uma refeição, massas com molho vermelho e carnes na brasa por exemplo, decepcionando um pouco quando tomado sozinho. Custa cerca de R$ 70,00 na internet. Este tomei em um jantar no Fogo de Chão e custou lá R$ 125,00.

QUINTA DO CRASTO LBV 2006.

Postado por: José De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

O Vinho do Porto LBV (Late Bottled Vintage) é um vinho produzido a partir de uvas de uma única safra, ao contrário dos Portos mais comuns, e classifica-se logo abaixo da elite dos Portos Vintage, muito mais caros, o LBV envelhece em barricas por 4 a 6 anos antes de ir para a garrafa. Estes vinhos não evoluem muito na garrafa e portanto podem ser bebidos de imediato após a compra.

O Quinta do Crasto é produzido a partir de uvas colhidas de videiras com mais de 60 anos de idade e engarrafado sem filtragem, produzindo um pouco de depósito portanto. No copo é exuberante e envolvente, uma verdadeira obra de arte.

É encontrado nas lojas por cerca de R$ 125,00 a garrafa, menos da metade de outros vinhos de sobremesa com a mesma qualidade.

PROSECCO BRUT TOSTI.

Postado por: José De Mauro.
Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.
O nome Prosecco indica um vinho e também a uva com o qual ele é feito. Um espumante fabricado na região de Valdobbiane – Vêneto – Itália é um vinho leve que se mostra melhor como aperitivo e eventualmente acompanha alguns pratos leves, fabricado pelo método Charmat onde a fermentação que dá origem as borbulhas acontece em grandes tanques de aço inox e não na garrafa pode em alguns casos receber o gás carbônico necessário por adição, o que compromete muito a qualidade.
O Tosti é um bom Prosecco, nunca é grande mas é confiável. Para os momentos mais tranquilos substitui bem vinhos mais caros, inclusive alguns champagnes não safrados. Apesar de trazer a palavra “brut” no nome ele é frutado e adocicado, tem no rótulo traseiro a indicação do ano de safra, não recomendo comprar os que tenham mais de 1 ano de idade, é um vinho que não envelhece bem.
Um espumante alegre que custa entre R$ 40,00 e R$ 55,00 a garrafa e que recebe Nota 2 em 5 possíveis mas que pode refrescar muito bem uma tarde ou noite mais quente com um ótimo custo benefício.

VINHO VERDE – GAZELA.

Postado por: José De Mauro.

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O Gazela não é um grande vinho, mas é um vinho fácil de tomar e gostar. Leve, frutado, leve acidez, cor amarela esverdeada não é um vinho persistente, mas vai bem geladinho, é refrescante.

Feito na Quinta do Azevedo, na região do Vinho Verde com as castas Loureiro, Pedernã, Trajadura e Azal, tem cerca de 9% de álcool.

Vai bem com comidas leves, entradas e como um refrescante aperitivo nos dias em que a temperatura aumenta.

Pode ser comprado nas lojas do Supermercado Pão de Açúcar por cerca de R$ 30,00 a garrafa.

VILLA FRANCIONI ROSÉ.

Postado por: José De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

Este é o primeiro vinho da nova série que iniciamos, os vinhos para o dia a dia. O Villa Francioni Rosé é um vinho brasileiro de ótima qualidade, bom visual com sua bonita cor realçada pela garrafa diferenciada, teor alcoólico de 13,4% – no site indicado como 13,6%, é produzido a partir das castas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir e Malbec.

Um vinho para ser bebido jovem e que não recomendo guardar pois é frágil, embora possa ser mantido em adega por um máximo de 3 anos. No rótulo da parte traseira da garrafa você encontra a indicação da safra, uma excelente medida.

É um vinho refrescante e com sabor consistente, deve ser servido por volta de 5oC de temperatura e acompanha pratos leves de peixe e frutos do mar e a maioria dos canapés além de sanduíches, vai bem com um carrê ou costela de porco no sal grosso, onde sua acidez refrescante corta a gordura da carne e não faz feio em um camarão na moranga ou mesmo sozinho para bebericar em uma tarde de sol.

Um nota 3 em 5 possíveis – a Paty pontua como nota 4, que custa cerca de R$ 70,00 mas que vale muito mais. Costumo comprar no site Vinhos e Vinhos, que até o momento nunca falhou na entrega ou na casa Santa Luzia. No site da vinícola existe uma lista mais extensa de locais onde pode ser encontrado.

Site da vinícola:                                www.villafrancioni.com.br/

Site Vinhos e Vinhos:    http://www.vinhosevinhos.com/

VINHOS – UM ASSUNTO DIFICIL.

Postado por: José De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

Escrever sobre vinhos parece fácil mas não é. Sempre existe o medo de errar, sempre existe problema da erudição demasiada, afinal vinho hoje é um assunto de especialistas e pode ser perigoso exercer a liberdade do pensamento próprio. Os posts que vamos publicar são apenas o que sentimos pelos vinhos que provamos, não serão, nem pretendem ser a verdade definitiva e nem devem ser levados muito a sério, afinal nossa crença é de que cada um tem seus gostos e sua memória gustativa e portanto em todos os aspectos, inclusive nos vinhos deve exercer a total liberdade de escolha.

Não leve em consideração as notas que alguém atribuiu ao vinho, compre o que lhe agrada e caiba no seu bolso, aqui em casa com apenas duas opiniões em boa parte das vezes não conseguimos julgar o mesmo vinho de modo igual. O Sommelier, seja do supermercado, da loja de vinhos ou do restaurante terá suas predileções e seus motivos para recomendar uma ou outra garrafa baseado em escolhas que nunca serão as suas. Na maior parte das vezes serão incapazes de encontrar o que você realmente quer, principalmente por que você não terá coragem de informar tudo, por exemplo em um restaurante pode ser difícil informar que pretendemos gastar no máximo cinquenta reais com o vinho, embora possa ser essa a realidade do momento.

Outro problema com o vinho é que no Brasil ele é elitista, não somos um país de tradição vinícola e portanto ele sempre será sofisticado para nós. Em Paris demorei um tempo até perceber que o mercadinho ao lado do hotel arrumava os vinhos em ordem de preço sem ligar para região, tipo ou qualquer outra característica – está vendo já fui elitista, você já sabe que eu fui para Paris – por lá o vinho é alimento de consumo quase diário, faz parte da vida de todos e custa barato, tomei por 14 euros, cerca de R$ 40,00 na época, um vinho que aqui no Brasil custava mais de R$ 300,00, esse é outro problema nosso, as coisas aqui custam pelo status e não pelo que realmente valem.

Tomo vinho há bastante tempo, durante boa parte desse tempo tomei vinhos ruins, mas que me agradavam na época e tenho problemas sérios em gastar muito por uma garrafa. Desconsidero também as notas dos especialistas, não confio em alguém que consegue triplicar o valor de uma bebida apenas por dar a ela uma nota alta! Também não gosto de notas complicadas, sempre baseio minhas notas no famoso, para mim, de 0 a 5 e sempre intuitivo, acho um saco descrever o “gosto de framboesas selvagens com leve tostado residual que persiste no palato!” acho esse tipo de descrição um saco, pronto disse! Junto com este post vai a minha primeira recomendação. Saude!