CHAMPAGNE – A INVENÇÃO DE UM VINHO.

Postado por: José De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

Os vinhos espumantes são normalmente vinhos menores, mesmo os espumantes sérios não vestem as roupas da realeza exceto no caso do champagne. Neste vinho tudo muda, as borbulhas são bem-vindas e o que em outras combinações seriam defeitos passam a ser o máximo de qualidade.

Diz a lenda que o monge beneditino Don Pérignon provou do vinho que vazava de uma garrafa estourada devido a alta pressão desse vinho extremamente genioso. Entusiasmado com as sensações provocadas pela experiencia teria exclamado que “estava bebendo estrelas”.

Os fatos reais são menos poéticos porém igualmente importantes, em 1668 Don Pérignon entrou para a Abadia Beneditina de Saint-Pierre de Hautvillers onde assumiu o cargo de Tesoureiro – responsável pela coleta de doações e do dízimo da região e sobre a produção de bens da abadia, seu interesse nos vinhos que ali eram produzidos visava apenas conseguir uma boa fonte de rendas – uma vez que boa parte do dízimo era paga pelos habitantes com produtos, no caso as uvas cultivadas por eles.

Don Pérignon não inventou o novo método que utiliza a segunda fermentação na garrafa para dar ao vinho suas características únicas, ele apenas usou de bom senso e lógica para eliminar o supérfluo e adotar formas de permitir ao vinho espumante e genioso se manifestar no que de melhor podia oferecer. A partir da entrada em cena de Don Pérignon os vinhos de Champagne tomaram o caminho que os que os consagraria no mundo.

As garrafas de vidro utilizadas na época eram frágeis demais para o genioso vinho, e muitas delas acabavam por não resistir às pressões geradas durante a segunda fermentação. Eram vedadas com um batoque de madeira envolvido em trapos normalmente embebidos em cera de abelhas, alguns autores indicam os açúcares residuais dessa cera como o elemento que disparava a segunda fermentação do vinho.

Outra lenda conta que Don Pérignon seria o primeiro produtor a utilizar a rolha de cortiça para vedar suas criações mas sobre tal fato não existem provas históricas. O monge viveu de 1639 a 1715 – cerca de 76 anos portanto, nada mal em sociedade onde os homens de 40 anos eram considerados velhos.

O gosto dos champagnes criados por Don Pérignon pouco ou nada tinham do sabor que hoje provamos, o vinho era muito doce para os nossos padrões, vinhos turvos devido a não retirada da borra gerada pela segunda fermentação e tinham um pronunciado gosto de fermentado mas destacavam-se pois eram diferenciados e vendiam bem.

No post da próxima semana o caminho deste vinho para o aspecto e sabor de nossos dias.

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