VINHOS – UM ASSUNTO DIFICIL.

Postado por: José De Mauro.

Este texto é sobre bebidas alcoólicas. Lembramos que o seu consumo por menores de idade, menos de 18 anos, é proibido por lei assim como por motoristas de qualquer idade. Além disso é sempre bom lembrar que devemos beber com moderação.

Escrever sobre vinhos parece fácil mas não é. Sempre existe o medo de errar, sempre existe problema da erudição demasiada, afinal vinho hoje é um assunto de especialistas e pode ser perigoso exercer a liberdade do pensamento próprio. Os posts que vamos publicar são apenas o que sentimos pelos vinhos que provamos, não serão, nem pretendem ser a verdade definitiva e nem devem ser levados muito a sério, afinal nossa crença é de que cada um tem seus gostos e sua memória gustativa e portanto em todos os aspectos, inclusive nos vinhos deve exercer a total liberdade de escolha.

Não leve em consideração as notas que alguém atribuiu ao vinho, compre o que lhe agrada e caiba no seu bolso, aqui em casa com apenas duas opiniões em boa parte das vezes não conseguimos julgar o mesmo vinho de modo igual. O Sommelier, seja do supermercado, da loja de vinhos ou do restaurante terá suas predileções e seus motivos para recomendar uma ou outra garrafa baseado em escolhas que nunca serão as suas. Na maior parte das vezes serão incapazes de encontrar o que você realmente quer, principalmente por que você não terá coragem de informar tudo, por exemplo em um restaurante pode ser difícil informar que pretendemos gastar no máximo cinquenta reais com o vinho, embora possa ser essa a realidade do momento.

Outro problema com o vinho é que no Brasil ele é elitista, não somos um país de tradição vinícola e portanto ele sempre será sofisticado para nós. Em Paris demorei um tempo até perceber que o mercadinho ao lado do hotel arrumava os vinhos em ordem de preço sem ligar para região, tipo ou qualquer outra característica – está vendo já fui elitista, você já sabe que eu fui para Paris – por lá o vinho é alimento de consumo quase diário, faz parte da vida de todos e custa barato, tomei por 14 euros, cerca de R$ 40,00 na época, um vinho que aqui no Brasil custava mais de R$ 300,00, esse é outro problema nosso, as coisas aqui custam pelo status e não pelo que realmente valem.

Tomo vinho há bastante tempo, durante boa parte desse tempo tomei vinhos ruins, mas que me agradavam na época e tenho problemas sérios em gastar muito por uma garrafa. Desconsidero também as notas dos especialistas, não confio em alguém que consegue triplicar o valor de uma bebida apenas por dar a ela uma nota alta! Também não gosto de notas complicadas, sempre baseio minhas notas no famoso, para mim, de 0 a 5 e sempre intuitivo, acho um saco descrever o “gosto de framboesas selvagens com leve tostado residual que persiste no palato!” acho esse tipo de descrição um saco, pronto disse! Junto com este post vai a minha primeira recomendação. Saude!

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